Glover Teixeira festeja vitória e diz que treinou como sempre para a estreia

Brasileiro garante que não sentiu a pressão de lutar no UFC, e analisa como conseguiu finalizar Kyle Kingsbury com um kata-gatame no primeiro round.

 

 

O meio-pesado Glover Teixeira nem parecia ter estreado no UFC após a vitória sobre Kyle Kingsbury com uma bela finalização no primeiro round. Aparentando muita tranquilidade, o lutador relembrou o tempo que demorou para chegar ao maior torneio de MMA do mundo:
- Foram três anos e meio (tentando entrar no UFC), e o sonho se tornou realidade quando eu assinei o contrato. Hoje, foi do meu jeito, graças a Deus. Quase foi um nocaute, agora estamos concorrendo à melhor finalização. Sobrália está em festa, deve estar tendo carreata agora!

 

Perguntado sobre seu estado emocional após ter sofrido problemas burocráticos para obter os vistos de entrada e de trabalho nos EUA, e do tempo que passou treinando antes de se transferir para o UFC, Glover mostrou muita serenidade, mas revelou que seu córner, formado por grandes nomes do UFC, lhe deixou um pouco mais pressionado do que a luta propriamente:
- Eu estava bem tranquilo, tudo isso foi o passado. Eu estava lutando bem esse tempo todo, para mim era só mais uma luta, só mais um cara forte. Treinei como treino para qualquer evento. Acho que não senti pressão nenhuma, apesar do córner ter o Pedro Rizzo, Chuck Liddell e Marco Ruas, três lendas do UFC. Deu uma pressãozinha ali, mas os caras já estão acostumados com isso e sabem que eu vou chegar e fazer o que eu sei fazer.
Teixeira também explicou a forma como conseguiu adquirir a vantagem na luta contra Kingsbury até conseguir a finalização.
- O overhand é um golpe que treino há muitos anos junto com o Chuck Liddell lá no The Pit e acertei. Ele estava abaixando a cabeça e o peguei com o upper. Ele veio nas minhas pernas tentando botar para baixo, mas já caí montado. Até pensei que ele estava mole, que eu ia bater no ground and pound e ia dar o nocaute, mas ele ficou segurando, ficou difícil para eu bater. Até pensei em deixar levantar para tentar o nocaute mesmo, mas já estava ali mesmo, peguei logo o kata-gatame - explicou

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