Jason trancou curso de Direito para virar lutador: 'Fui chamado de louco'

Cearense promete vencer e assim dar força para irmão dependente
químico: 'Se consigo vencer meus oponentes, ele também consegue'

 

Rony Jason venceu Anistávio Gasparzinho em luta recheada de polêmicas e assim se tornou o quarto e último classificado do peso-pena para as semifinais do TUF Brasil. Assim, o cearense de 27 anos ficou mais perto de conseguir realizar o sonho de ser contratado pelo UFC, prêmio garantido apenas para o vencedor do programa. Para chegar até aqui, ele deixou outros objetivos para trás. Jason, por exemplo, cursou até o quinto período de Direito e enfrentou preconceitos ao entrar no mundo das lutas.
- Quando fiz isso (abandonar o Direito), muitas pessoas desacreditaram, fui chamado de louco. Mas o que é ser louco? Estou aqui para representar uma cidade: Quixadá, no Ceará. Vou cumprir o que prometi. Serei campeão do UFC - declarou o lutador.
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Rony Jason vislumbra o sucesso dentro do TUF com mais um objetivo. Além de querer ter sucesso na carreira, o lutador espera poder ajudar a família. Principalmente o seu irmão, que é dependente químico.
- Dois dias antes de eu entrar no hotel, para eu fazer minha primeira luta e poder entrar na casa, minha mãe me ligou dizendo que ele teve uma recaída e estava há dias em uma favela. Quero mostrar para ele que se consigo vencer meus oponentes, ele também consegue. Ele é meu ídolo. É engraçado porque os heróis da vida real também têm suas fraquezas. Então, meu irmão para mim é meu herói e eu luto para ele para mostrar. Minha mãe é minha vida. Não se abala com nada. Praticamente quem segura a barra do meu irmão todo dia é ela. Ela segura a barra da família inteira. Se eu tivesse 30% da garra que ela tem não tinha Cigano, não tinha Jon Jones que me parasse - disse Jason.
Os quatro lutadores da semifinal são, além de Jason, Godofredo Pepey, Hugo Wolverine e Rodrigo Damm. O único atleta da equipe de Wanderlei Silva a se classificar até agora está confiante em ser o campeão do TUF na categoria.
- Uma coisa que eu sempre tive na minha cabeça é não ter medo da concorrência. Eu tenho medo da minha incompetência. Se eu for competente no que eu faço, não tem concorrência que me pare.


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