Belfort desanima sobre revanche contra Wanderlei e cogita Bisping

Só quero que a minha próxima luta me credencie para o cinturão', afirma o peso-médio, que revela a possibilidade de subir de categoria no futuro.

 

 

A derrota de Wanderlei Silva no UFC 147, para o americano Rich Franklin, foi ruim duas vezes para o público brasileiro. Primeiro, porque ele foi o primeiro dos grandes nomes do MMA nacional a perder no Ultimate em solo verde-amarelo. Segundo, porque diminuiu consideravelmente a chance de haver a esperada revanche contra Vitor Belfort- os dois se enfrentaram em 1998, e o lutador carioca venceu por nocaute em apenas 44 segundos. Em conversa com o sportv.com, Belfort não descartou o duelo, mas mostrou desânimo em relação à atual posição do "Cachorro Louco" entre os médios da organização. Na esperança de conquistar uma nova chance pelo cinturão da categoria, ele cogitou o nome do inglês Michael Bisping como possível rival no UFC de outubro, no Rio de Janeiro, no qual já confirmou presença:
Na realidade essa é uma luta (contra Wanderlei) que não vai me levar para o título. Eu até lutaria. Faço a luta que os fãs querem ver. O que o UFC achar que tem de fazer, tem de ser feito. Não sei quanto tempo ele vai receber de suspensão médica, porque tomou muitos golpes. Os dois (Wand e Rich Franklin), na verdade. Acho que ele (Wanderlei) consegue lutar em outubro. Mas eu só quero que a minha próxima luta me credencie para o cinturão. Não sei, de repente o Michael Bisping... Só perdi uma vez recentemente, para o Anderson Silva, e fui bem convincente nas que eu ganhei. Acho que mereço essa chance pela minha história. Alguns lutadores ficam: "Ah, o cara que tem o cinturão é meu amigo. Não quero". Eu quero! - disse, por telefone.


                                                               Michael Bisping


Ao falar sobre os lutadores que costumam escolher adversário, Belfort enviou uma crítica indireta a Mauricio Shogun, que teria dito ao UFC que preferia ser demitido a enfrentar o compatriota Glover Teixeira, que tem apenas uma luta na organização (após a grande repercussão, Shogun negou ter feito essa afirmação). Durante o comentário, o carioca, que pretende lutar por mais cinco anos, quando estará com 40 anos, deixou escapar que pensa em subir para os meio-pesados futuramente:
- Não escolho luta. Tem gente que diz que, se botar fulano, prefere ser demitido. Estava até conversando isso com o Dana (White) ontem. Como alguém pode escolher luta? Óbvio que alguns empresários forçam coisas para seus atletas subirem na carreira. Eu quero fazer uma luta que interesse ao público. Já estou no fim da minha carreira, então quero fazer mais uma luta e ir para o cinturão. O Joe Rogan (comentarista do UFC) falou comigo que faz todo o sentido, a não ser que o (Hector) Lombard vença muito bem o (Tim) Boetsch. E o Lorenzo (Fertitta, um dos donos do UFC) me disse que eu iria disputar o título se tivesse ganhado do Wanderlei. Não sei quanto mais tempo vou continuar nessa categoria. Queria fazer mais duas ou três lutas. Se meu corpo não permitir mais essa grande perda de peso, eu subo (para os meio-pesados). Não tenho medo de Jon Jones, de fulano... Não é do meu feitio escolher adversário.
Apesar de toda a polêmica com Wanderlei no TUF Brasil, em que os dois se desentenderam algumas vezes, Belfort fez questão de parabenizar o desafeto pela atuação contra Rich Franklin.
- Adorei a luta. O Wanderlei iria lutar comigo do jeito que lutou contra o Rich. Ele é bem agressivo, tem essa característica. Achei que lutou muito bem, apesar de não ter ganhado, e teve um momento muito bom. A luta entrou para a história. Eu o respeito como atleta, largou seu melhor ali, tanto ele quanto o Rich. A dificuldade do Rich era bem maior, teve três semanas para se preparar para uma luta de cinco rounds. São duas lendas do esporte, fiquei feliz de ver essa luta.
O lutador aproveitou ainda para exaltar o pupilo Cezar Mutante, que se sagrou campeão peso-médio do TUF ao derrotar Serginho Moraes, também elogiado, por decisão unânime dos jurados. De acordo com Vitor, os golpes que acerta no amigo nos treinos têm surtido efeito:
(...) Eu bato naquele cara direito (risos). Falo para ele: 'Se você consegue segurar meus golpes, consegue segurar os golpes de qualquer um'".
- Fiquei muito orgulhoso do Cezar. Uma coisa que favoreceu o Serginho foi entrar como o cara que não tinha nada a perder. Tiro meu chapéu para o Serginho, foi guerreiro e aguentou os golpes. É logico que o Cezar ficou ameaçado em algum momento, mas eu bato naquele cara direito (risos). Falo para ele: "Se você consegue segurar meus golpes, consegue segurar os golpes de qualquer um". Mas tem sempre o risco. O Serginho golpeou forte, mostrou grande evolução, apesar de não ser um boxeador. Mas é lutador de MMA.



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