Em grande fase, Erick Silva renova contrato com o UFC por seis lutas

Capixaba recebe aumento nos valores do acordo, segundo empresário.

 

                            Erick Silva, ao centro, com o empresário Wallid Ismail, de camisa azul


Após boas performances em sequência, Erick Silva foi premiado pelo UFC. O lutador assinou um novo contrato, que prevê mais seis combates no evento. A informação foi confirmada pelo empresário do capixaba, o ex-lutador e presidente do Jungle Fight Wallid Ismail. Ele revelou ainda que Erick recebeu um incremento nos valores do acordo, mas não quis falar em números.
Em três lutas no Ultimate, o atleta de 27 anos venceu todas no primeiro round: nocautes sobre Luis Beição, em 40 segundos, e Carlo Prater, em 29, e finalização em cima do americano Charlie Brenneman, há menos de duas semanas. Contra Prater, foi desclassificado por ter aplicado, de acordo com o árbitro Mario Yamasaki, socos ilegais na nuca do adversário; entretanto, apesar de não ter mudado o resultado oficialmente, o UFC considera aquele como um triunfo de Erick.

Ídolo em ascensão, Erick Silva não se ilude: 'Sei que pode ser passageiro'

 

Durante aparição no Jungle Fight 40, realizado em Macapá, na última sexta-feira, Erick Silva pôde constatar que já está subindo para um novo patamar no MMA brasileiro. Uma das grandes promessas surgidas nos últimos anos, o capixaba está fazendo sucesso no UFC, após ser campeão no próprio Jungle, e caminha a passos largos para se tornar um ídolo nacional. Na capital amapaense, ele foi muito assediado pelo público presente, principalmente pela criançada, ávida por autógrafos e fotos com o novo astro.


                       Erick Silva é tietado pela criançada no Jungle Fight 40, em Macapá


Em três lutas no Ultimate, o atleta de 27 anos venceu todas no primeiro round: nocautes sobre Luis Beição, em 40 segundos, e Carlo Prater, em 29, e finalização em cima do americano Charlie Brenneman, há menos de duas semanas. Contra Prater, foi desclassificado por ter aplicado, de acordo com o árbitro Mario Yamasaki, socos ilegais na nuca do adversário; entretanto, apesar de não ter mudado o resultado oficialmente, o UFC considera aquele como um triunfo de Erick. Mas o bom desempenho não ilude o lutador, que mantém os pés no chão.
Na verdade, as pessoas criam uma expectativa em cima de qualquer um que ganhe três lutas. Assim foi com o Edson Barboza, por exemplo, e com outros atletas. O Edson é um grande atleta, fenomenal, e sofreu um revés na carreira (para Jamie Varner, no UFC 146) que não tira o mérito dele. Tenho plena convicção de que ele vai voltar bem. É um cara muito técnico. Só que acontece alguma coisa (a derrota), e as pessoas já mudam de ideia. Eu vejo assim, e se acontecer alguma coisa comigo, as pessoas também vão mudar de ideia. Eu tento só fazer meu trabalho e treinar para a próxima luta, sem me ligar muito na expectativa que é criada, até porque sei que pode ser passageiro. O que interessa mesmo é fazer meu treinamento e ganhar o próximo combate - disse ao sportv.com.
Os passos de Erick Silva também marcam o caminho do cinturão meio-médio do UFC. Depois dos bons resultados nas primeiras lutas, a expectativa é de que o capixaba tenha um oponente ainda mais renomado em seu próximo duelo. Enquanto isso, lá no topo, o campeão Georges St-Pierre está em fase final da recuperação de uma lesão no joelho direito e deve enfrentar, no fim deste ano, o campeão interino Carlos Condit. Erick fica com o canadense:
Se fosse para apostar, com certeza eu apostaria no campeão. O Georges St-Pierre é um ícone do UFC, um cara que fez uma história dentro do esporte. Ele tem mais experiência, tem um algo a mais em relação ao Condit. E o Condit está aí. O St-Pierre vai ter que provar que é o número 1 da categoria.


 
                         Lutador é assediado até pelas ring girls do Jungle, Samantha e Geisa


Após vencer Brenneman com um mata-leão, Erick Silva tirou uns dias de folga dos treinamentos e aproveitou para se libertar um pouco da dieta em Macapá, com direito a dois sanduíches enormes no almoço de sábado. Ele contou que, antes da luta, precisou perder 20kg. Mas agora, apesar do rápido "desvio de percurso", o objetivo é controlar mais o peso.
- Comecei meu treinamento, três meses antes, com 97kg. Mas desta vez não quero subir muito. Quero manter esses 93kg agora para começar os treinos com, no máximo, 90kg. Ganhei 11kg de um dia para o outro. Cheguei na luta com 87,5kg. A gente deixou para perder um pouco mais em cima da luta, para voltar bem depois da pesagem, bem acima do peso normal da categoria (o limite é de 77,5kg). Eu me senti muito forte na luta, e venho me sentindo muito mais forte do que meus adversários - disse ele, que agora está com 93kg.



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