Junior Cigano quer revanche com Velásquez, mas não em setembro

Campeão dos pesos-pesados do UFC aceita voltar ao octógono diante do americano ainda em 2012. Brasileiro espera um rival 'mordido'.

 

 

De volta ao Brasil após defender seu cinturão dos pesos-pesados do Ultimate pela segunda vez, e vencer Frank Mir no fim de maio no UFC 146 com um nocaute no segundo round, Júnio Cigano já começa a projetar seus próximos passos na competição. Após Dana White declarar que planeja uma revanche entre Cigano e o ex-campeão Cain Velásquez para 22 de setembro, no UFC 152, no Canadá, o brasileiro diz que espera retornar ao octógono em 2012, para fazer a revanche, mas não acredita que seja em setembro.
- Ainda não falaram nada comigo. Agora, eu preciso de no mínimo dois meses e meio para me preparar para uma luta, e tenho compromissos com o UFC até julho. Então, para enfrentá-lo em setembro eu acho que vai ficar meio em cima. Mas, espero voltar a lutar ainda este ano - afirmou Cigano na coletiva de imprensa que concedeu nesta quarta-feira.


 

No primeiro encontro entre os dois, que aconteceu em setembro de 2011, Cigano, mesmo com uma lesão no joelho, não tomou conhecimento de Cain Velásquez e nocauteou em apenas 1m04s. No UFC 146 os dois voltaram ao octógono e venceram seus adversários com facilidade. Velásquez nocauteou o brasileiro Antônio Pezão no primeiro round, e Cigano derrubou o americano Frank Mir no segundo assalto.
Agora, para o reencontro, Cigano espera o mexicano-americano 'nervoso' e em sua melhor forma para tentar retomar o cinturão de pesos-pesados do UFC.
- Ele vai vir bravo. Acho que ele virá da mesma forma que foi para pegar o Pezão. Não brincou em nenhum momento. O tempo todo se mostrou muito sério, ele quer este cinturão de volta. Para uma revanche, ele vem sem querer errar. Ele vai querer me derrubar, com toda certeza - complementou.
Sobre uma chance para Alistar Overeem, que seria seu adversário no UFC 146 mas foi pego no exame antidoping com taxa de testosterona muito acima do normal, Cigano foi duro novamente. O campeão acredita que ele não merece uma chance no momento, mas disse que não se recusaria a enfrentá-lo. Sua única condição seria a realização de exames de sangue. O brasileiro também foi muito duro em suas criticas ao doping no UFC. Para ele, tem que haver um controle mais rígido do que o que existe atualmente.
- Eu tenho orgulho de poder falar que sou campeão sem nunca ter usado nada. Acho totalmente desnecessário e injusto. A performance não é de verdade. Para mim o teste tinha que ser no sangue, pelo menos duas vezes por ano. No sangue as coisas seriam mais claras - complementou.
Para Cigano, é difícil baixar o ritmo nos treinos
Recentemente, uma onda de lesões fez com que o UFC tivesse que cancelar e mudar inúmeras lutas que estavam programadas. Os casos mais recentes são os de Michael Bisping (joelho), Vitor Belfort (mão), Thiago Alves (músculo peitoral), Dominick Cruz (ligamento cruzado anterior do joelho) e de José Aldo. Todos se lesionaram em seus treinamentos e fizeram com Dana White pedisse que os atletas diminuíssem o rimo dos treinos. Para ele, os lutadores têm se forçado muito na preparação. Mas, para Cigano, este é um pedido que não dá para atender. O brasileiro considera ser muito difícil diminuir o ritmo de preparação para a disputa de um luta, principalmente pelo nível dos atletas que disputam o UFC. A única solução apontado pelo peso-pesado é o aumento da cautela, e nada mais.
- É difícil baixar o ritmo. Sou um cara que treino no meu limite. Meus treinadores me puxam ao máximo, você nunca chega sem lesão nenhuma, sem machucado nenhum em uma luta. Se treinou de verdade, isso não acontece. É muito difícil diminuir o treino. Temos que tentar nos cuidar. Hoje a competição cresceu muito. As pessoas estão se dedicando ao máximo. Então, diminuir o ritmo não seria a solução. Eu não vou diminuir.
A utilização da tecnologia, como acontece em outros esportes, foi outro ponto levantado pelo chefão do UFC recentemente. Para ele, os recentes erros de arbitragem e decisões equivocadas de jurados ainda incomodam. A ideia de Dana White é seguir os passos do futebol americano, basquete e beisebol para diminuir os erros da arbitragem.
Esta é uma ideia que agrada Cigano. O lutador acredita que, desta forma, erros, como a luta de Erick Silva, no último UFC realizado no Brasil, não iriam acontecer. Na ocasião, o juiz brasileiro Mario Yamasaki paralisou a luta alegando que Erick estava dando cotovelada na nuca do adversário, quando na verdade ele estava aplicando um golpe válido.
- Hoje em dia os árbitros estão se equivocando na hora de parar a luta. É realmente difícil. O caso mais complicado foi o do Erick Silva, no Brasil. O golpe ilegal é atrás da orelha, três dedos acima. E os golpes do Erick estavam pegando na orelha. O Mario desclassificou ele dizendo que estava pegando na nuca. Se eles parassem, veriam que estava pegando na orelha. Eu concordo com tudo o que vier para beneficiar.

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