Luta em BH emociona mulher de Wand: 'Sofri preconceito ao me casar'

Às vésperas de seu combate contra o americano Rich Franklin, lutador também revela seu lado carinhoso e surpreende: 'Eu sou um doce'.




 Depois de mais de uma década, Wanderlei Silva volta a lutar pelo UFC no Brasil, justamente no momento em que a cena do MMA cresce de forma meteórica no país. Um dos grandes nomes do esporte, o curitibano, que esteve na primeira edição do UFC no país em 1998, quando perdeu para Vitor Belfort, lutou pela última vez no Brasil no Meca 2, disputado em 12 de agosto de 2000, em Curitiba, enfim, tem o merecido reconhecimento em sua terra. Neste sábado, ele encara o americano Rich Franklin, pelo UFC 147, em Belo Horizonte. Téa, mulher de Wanderlei há 11 anos, se emociona ao lembrar do começo de seu relacionamento com o atleta, quando teve de enfrentar discriminação de amigos e até familiares ao tomar a decisão de se casar com o lutador.
Infelizmente, quando me casei com Wanderlei, sofri preconceito, porque a profissão dele era discriminada. Graças a Deus, eu vim de uma família privilegiada e meus pais sempre tiveram uma condição financeira muito boa, mas, na vida do Wanderlei, não era a mesma coisa. A gente sofreu preconceito não só pela condição financeira, mas pelo meio em que ele vivia. Até antes de me casar, faltando poucas horas, minhas amigas me falavam que eu era louca de me casar com o Wanderlei. Até mesmo os meus familiares. Hoje, fico muito feliz de poder vê-lo lutando no Brasil, com todo esse reconhecimento. Chego a ficar emocionada – revelou Téa, em entrevista ao SPORTV.COM.

Conhecido pelo poder de nocaute, Wanderlei Silva demorou alguns rounds para conseguir o coração de sua amada. Sem conter as risadas, Téa lembra que fez "jogo duro". Num primeiro momento, não gostou do lutador, mas acabou cedendo, diante de muita insistência, a um encontro que mudaria o rumo de sua vida.





  Meu irmão era personal trainner e me levou na academia, e foi lá que o Wanderlei me conheceu. Não foi amor à primeira vista, pelo contrário. Eu não queria nada com ele. Mas meu irmão me disse um dia que o cara não parava de perturbar e acabou dando meu número de telefone. Mesmo eu dizendo que não tinha nada a ver, ele insistiu muito. Aí pensei: esse cara quer mesmo sair comigo, vamos ver. Foi assim que dei uma chance e vi o quanto o coração dele era grande. No primeiro momento, ele não tinha um perfil que me agradava, mas acertou meu coração – relembra a esposa.

Por amor, Téa abriu mão de sua profissão e passou a seguir a carreira do marido. Há uma década, a atitude era arriscada, diante das incertezas que cercavam o esporte, ainda marginalizado no país. Hoje, ela não se arrepende de nada e garante ter em casa um pai de família campeão

- Naquela época, eu não sabia o que ia acontecer na nossa vida, porque infelizmente os lutadores não tinham muitas oportunidades, era tudo arriscado. Mas, no fim, deu certo. Eu abri mão de muita coisa pela família, mas ganhei muito ao lado do Wanderlei. Ele é um paizão, um cara família – completou.

Fora do octógono, o “Cachorro Louco” revela que é bem manso
Aos 35 anos, Wanderlei Silva é pai de dois filhos: Rafaela, de 15 anos, e Thor, de 8. Téa garante que o marido é um pai atencioso. A cara de mau e a agressividade ficam apenas no octógono. E isso nem mesmo o lutador consegue negar.




 

 Eu sou um doce. Na frente dos outros, quem manda sou eu. Mas é lógico que quem dá ordem é a minha patroa (risos) – brinca o peso-médio do UFC.

A mulher jura que, em casa, Wanderlei é prestativo e ajuda até mesmo na cozinha. A única coisa que, de fato, chateia o lutador é o fato de não ter tempo suficiente para estar com a família, sobretudo quando se prepara para combates.

- Eu fico com o coração partido de não ter todo o tempo do mundo para eles. Outro dia, cheguei em casa com tempo e fui com meu filho estourar bombinhas. Tinha que ver, ele ficou louco – revela o "paizão".

Justamente por conta da forte ligação do atleta com sua família, Téa revelou que prefere não assistir à luta do marido ao vivo e não estará no Mineirinho neste fim de semana.
- Nós (família) nunca vamos, porque sabemos que ele fica preocupado. Não quero ser mais uma preocupação para o Wanderlei no momento da luta, que é muito dele. Mas meu coração está tranquilo. Acredito muito na vitória. A melhor forma de apoiá-lo é ficando na minha, mandando energia positiva – disse.
Aos 35 anos, Wanderlei Silva não luta desde novembro do ano passado, quando nocauteou Cung Le pelo UFC 139. Ex-campeão do Pride, o brasileiro foi um dos treinadores do The Ultimate Fighter Brasil – Em busca de campeões e estava escalado para enfrentar Vitor Belfort, também técnico do reality show, que acabou se lesionando.

 


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