'Morro de vontade de enfrentar o Frank Mir outra vez', diz Minotauro

Peso-pesado falou sobre luta contra Cheick Congo, em julho, além de possível combate contra Roy Nelson, que declarou querer enfrentá-lo.

 

 

Seis meses depois da derrota para Frank Mir em Toronto, no Canadá, Rodrigo Minotauro entra na fase final de preparação para sua próxima luta. O brasileiro fará o co-evento principal do UFC 149, contra o francês Cheick Congo, no dia 21 de julho, em Ontário, no mesmo país em que subiu ao octógono pela última vez.








Recuperando-se da lesão no braço direito fraturado na luta contra o americano, Minotauro concedeu uma entrevista exclusiva ao SPORTV.COM, após ter participado da sessão de autógrafos da edição em português da "Enciclopédia do UFC" na livraria de um shopping do Rio de Janeiro. Rodrigo falou do seu próximo desafiante, da derrota e uma possível revanche contra Frank Mir e até mesmo sobre um futuro adversário, o "gordinho" Roy Nelson.
Esbanjando simpatia, o peso-pesado acredita que ainda está longe da forma física ideal, mas que terá tempo para se recuperar completamente para o duelo contra o francês e acabar com as más lembranças que ficaram do Canadá.
Confira a entrevista na íntegra
Como está a preparação para a luta contra Cheick Kongo?
Na verdade, venho lutando contra o tempo. Estou na fase final da fisioterapia e me recuperando da fratura que tive no braço. Ao mesmo tempo que tenho que forçar os treinamentos, preciso também dar uma aliviada, para não comprometer todo o processo.
Como está o Minotauro hoje?
Estou com cerca de 70% das condições ideais. Minha vontade é estar 100% até o dia da luta, mas não posso acelerar. Se me machucar em alguma fase do treino, não conseguirei chegar lá na melhor forma possível. As vezes me dói em algum ponto, daí tenho que segurar um pouco.
E como tem sido este trabalho?
Tem sido muito forte e intenso. Estou mesclando minha rotina, variando entre treinos puxados e pegando mais leve no dia seguinte, mas minha equipe tem me ajudado muito neste sentido.
E a sua estratégia para a luta, já tem em mente?
O Cheick Kongo é forte na trocação. Ele também domina o solo, mas é muito superior nos chutes e socos. Tenho treinado muito esta questão, principalmente os clinchs e as joelhadas, em que ele é muito bom. No chão, sou muito melhor. Logicamente a estratégia é buscar mais o corpo a corpo e tentar levar para baixo, mas também posso boxear, sempre evitando a longa distância.
O Roy Nelson falou recentemente que tem muita vontade de lutar contra você e gostaria de enfrentar o vencedor da sua luta contra o Kongo. O que acha da idéia?
O Roy Nelson é um ótimo lutador e gostaria sim de tê-lo como adversário. Apesar de não ter uma estatura muito grande, ele é muito forte, duro e tem um ritmo de luta bem pesado. Seria um bom oponente.
Sua próxima luta é no Canadá, lugar onde você entrou no octógono pela última vez, contra Frank Mir, e acabou com o braço fraturado. Estas lembranças podem prejudicar?
Adoro os canadenses. Tenho muitos seguidores no meu twitter de lá. Prefiro nem pensar nisto, até para não perder o foco da luta. Mas se tudo der certo, a história será diferente desta vez.
Você se sentiu vingado pela vitória do Junior Cigano sobre ele?
Uma coisa é Cigano versus Frank Mir e outra é Minotauro contra Frank Mir. Logicamente, teve um gostinho especial, pela arrogância dele. Não que ele tenha sido arrogante comigo, mas com outros lutadores eu acho que ele é.
Tem vontade de enfrentá-lo novamente?
Morro de vontade. Na última luta tinha a vitória nas mãos e deixei escapar. Poderia ter vencido com um minuto e meio, mas acabei vacilando. Adoraria ter a oportunidade de subir ao octógono mais uma vez contra ele.

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