Luta com José Aldo no futuro anima Frankie Edgar: 'Grande possibilidade'

Ex-campeão diz que combate vai acontecer, seja nos penas ou nos leves. Ele não considera o tamanho uma desvantagem na categoria até 70,3kg.

 

                                                                 Frankie Edgar 


No entanto, mesmo com o sucesso do pequeno americano frente aos adversários sempre maiores do que ele, o presidente Dana White não estava satisfeito com aquela "injustiça" e queria mudanças. Queria que Frankie descesse para a divisão peso-pena (até 65,8kg), pedido que ficou mais insistente com a derrota para Ben Henderson no UFC 144, no Japão, em fevereiro. Mas não teve jeito e, após Edgar ceder ao pedido de revanche tanto para BJ Penn - de quem tirou o cinturão em 2010 - quanto para Maynard, foi a vez de ele ganhar a sua, que está marcada para o UFC 150, na noite deste sábado, na cidade de Denver, nos Estados Unidos.
Desde o anúncio desta luta, ele teve tempo para pensar e já analisa com uma cabeça bem mais aberta se render ao Ultimate e finalmente baixar mais alguns quilos. Mas, independentemente de mudar de categoria ou não, existe uma outra coisa que o ex-campeão olha com bons olhos. Grandes olhos, na verdade. Dentre as chamadas "lutas dos sonhos" que o UFC ainda pretende realizar, uma delas com certeza é José Aldo x Frankie Edgar. Campeão dos penas, o manauara já cogitou subir de peso, o que torna o duelo possível em duas divisões. Para o americano, é mais do que possível, é provável. Foi o que ele deixou claro em entrevista exclusiva ao SPORTV.COM.
- Acho que é uma grande possibilidade. Posso descer para o peso pena, e ele (José Aldo) é um dos melhores do mundo. É uma possibilidade. (...) Pode acontecer em qualquer uma (categoria de peso). Não importa a divisão, essa luta vai acabar acontecendo - disse, por telefone.


Quando ainda tinha o cinturão: menor do que os rivais, como o campeão Ben Henderson


Edgar achou uma brecha nos movimentados últimos dias antes da revanche contra Henderson e gentilmente atendeu à reportagem. Além de José Aldo, falou sobre o Brasil e seus parceiros de treino brasileiros, como Renzo Gracie e Ricardo "Cachorrão" Almeida, e negou que seu tamanho seja uma desvantagem contra os oponentes. Focado na chance de recuperar o cinturão, ele prometeu aos fãs trazê-lo de volta. A seguir, leia a entrevista na íntegra.
 
SPORTV.COM: Como foi seu período de treinamento para esta luta? Como se sente?
FRANKIE EDGAR: Foi muito bom. Trabalhei muito bem, tive bons técnicos. Vim para o Colorado (estado onde fica Denver, local do UFC 150) há algumas semanas para me aclimatar com o ambiente. Estou pronto para lutar.


                                                               O lutador e os filhos


Você mudou alguma coisa em comparação à primeira luta contra o Ben Henderson?
Não mudei nada. Tive somente alguns parceiros de treino diferentes, mas são os mesmos treinadores, é basicamente a mesma coisa.
Acha que perdeu a primeira luta?
Foi uma luta equilibrada. Eu poderia ter vencido, mas não quero entrar nessa questão agora. Tenho essa revanche pela frente. Então, vamos ver o que acontece.

Bendo é mais alto e mais largo do que você. Acha que isso pode fazer diferença?

Acho que não. Lutei como peso-leve a minha carreira toda. Meus parceiros de treino são maiores do que eu. Isso não afeta em nada.
Se esta luta for parelha como a primeira, pensa que será possível uma terceira?
Não. Eu quero resolver isso e seguir em diante. Não pretendo fazer uma terceira luta contra o Ben Henderson.
Olhando para suas últimas lutas, principalmente contra o Gray Maynard, você é definitivamente um guerreiro dentro do octógono. Você se considera o "Rocky Balboa do MMA", como muitas pessoas vêm te chamando?
Não (risos). Acho muito legal ser associado a ele, mas eu luto como Frankie Edgar. Às vezes me acertam, mas eu sigo em frente. Tento ser eu mesmo.
Renzo Gracie e Ricardo Cachorrão são seus treinadores. O que você pensa do Brasil e dos lutadores brasileiros?






                          O brasileiro e professor Ricardo Cachorrão e o amigo Frankie Edgar


Cara, você sabe... Os brasileiros são ótimos, muito representativos no esporte. Ricardo e Renzo são ótimos amigos, ótimos treinadores. Somos como uma família. E adoro os fãs brasileiros pelo mundo.
Quem é o melhor peso-por-peso do mundo na atualidade?
Anderson Silva, porque ele é muito dominante nas suas lutas, ganha de forma muito fácil.
A divisão dos leves tem vários nomes fortes, como você, Bendo, Nate Diaz, Gray Maynard, Anthony Pettis... Qual desses você considera o mais perigoso de se enfrentar?
Acho que é o Ben Henderson, pelo que ele fez na primeira luta. Lutou bem, mas agora terei a revanche. Vamos ver.
Dana White há muito tempo quer te ver no peso pena. Se não vencer Ben Henderson, você vai finalmente fazer essa mudança de categoria?
Não vou decidir isso agora, antes da luta. É difícil, mas não estou pensando em nada disso. Só depois da luta.
Em uma escala de 0 a 10, qual é a chance de você descer de peso?
Não sei. Diria 5, porque ainda não sei mesmo.
Os fãs de MMA querem ver uma luta entre você e o José Aldo, campeão dos penas. Acha que esse encontro pode acontecer um dia?
Acho que há uma grande possibilidade. Posso descer para o peso pena, e ele é um dos melhores do mundo. É uma possibilidade.
Há mais chances de essa luta contra o Aldo acontecer nos leves ou nos penas, uma vez que ele já cogitou subir de categoria?
Pode acontecer em qualquer uma. Não importa a divisão, essa luta vai acabar acontecendo.
Você já é bem conhecido por aqui. Quando vem visitar o Brasil?
Eu adoraria, sempre falo com meus treinadores. No futuro definitivamente vou fazer uma viagem para o Brasil.
Para finalizar: tem alguma mensagem para seus fãs brasileiros?
Queria agradecer aos meus fãs brasileiros. Sei que eles adoram o MMA. E quero dizer também para que assistam à minha luta neste sábado, porque vou trazer o cinturão de volta.

                      A decepção após o anúncio da derrota para Bendo, no UFC 144, no Japão






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